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Soneto da Loucura

Se minha loucura fosse toda razão,
Eu seria algum sábio intelectual?
Enxergaria a vida sem este vitral,
Que confunde a realidade com ilusão?

Esta sã loucura que domina meu ser
Transforma-me num sábio das avessas,
Vivendo sempre com idéias travessas
Para alegremente poder sempre viver.

Louco eu? Sim! Porém, um louco com arte,
Pois até da loucura, a razão faz parte,
Fazendo de toda esta loucura um baluarte.

Pobre da razão, que sozinha é infeliz!
Todos sempre ouvem o que ela diz,
Mas sem a loucura não pode ser feliz!

Jeferson Ulisses

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Última actualización: 22/12/2007 - © 2002-2008 Bernardo Trancoso.